Nas
últimas décadas, com o avanço
das frentes de expansão agrícola
do sul do Brasil rumo à Amazônia,
milhares de quilômetros quadrados anteriormente
recobertos pela floresta transformaram-se em áreas
destinadas à criação de gado.
Essa mudança na paisagem possibilitou observar,
a partir de meados da década de 1970, a
existência de desenhos geométricos,
escavados em baixo relevo, no solo argiloso do
Estado do Acre, no Oeste da Amazônia, próximo
da fronteira com a Bolívia. Era 1977 e
como parte do inventário do Programa Nacional
de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônica
(PRONAPABA ), Patrocinado pelo Smithsonian Institution,
de Washington, em colaboração com
o CNPq, Museu Paraense Emílio Goeldi e
Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), foi
registrado pela primeira vez, nas imediações
da sede da Fazenda Palmares a ocorrência
de estruturas de terra de forma geométricas,
posteriormente designadas de geoglifos. As pesquisas
do PRONAPABA no Acre, em 1977, sob a coordenação
do Prof. Dr. Ondemar Ferreira Dias Junior da UFRJ,
contaram com a participação de Franklin
Levy do IAB e Alceu Ranzi da UFAC. |